Em 1º de janeiro, Chipre assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, destacando prioridades em segurança, defesa, migração e apoio à Ucrânia. Este é um momento crucial para o bloco, com a guerra na Ucrânia entrando em seu quarto ano e desafios geopolíticos ameaçando a coesão europeia. Simultaneamente, a Bulgária, considerada o país mais pobre e corrupto da UE, passou a integrar a zona do euro.
Chipre, presidindo o Conselho da UE pela segunda vez desde sua adesão em 2004, enfrentará a tarefa de definir a agenda das reuniões ministeriais e liderar negociações legislativas com o Parlamento Europeu até junho. Entre os desafios está a formulação de uma resposta ao plano de paz para a Ucrânia, proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que inclui garantias de segurança por 15 anos. O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, pretende usar sua posição para aliviar tensões com a Turquia, visando a adesão de Chipre à Otan.
Chipre é a única capital dividida da UE, separada entre comunidades cipriota grega e turca por uma zona desmilitarizada. Em outubro, os cipriotas turcos elegeram Tufan Erhürman, um líder pró-europeu, que prometeu novas negociações para reunificação da ilha, trazendo esperança de paz.
Após anos de preparação, a Bulgária adotou o euro, substituindo o “lev”, moeda introduzida em 1995. A transição foi retardada por crises externas, como a pandemia de Covid-19, e pela corrupção interna. Recentemente, protestos em Sofia contra políticas econômicas e corrupção levaram à renúncia do governo búlgaro.

