Durante as investigações, o delegado Marcelo Melo de Lima Garcia destacou inconsistências nos depoimentos de Douglas, que foram fundamentais para o indiciamento. Em um dos vídeos, Douglas filmou Ana Alice após sua morte, o que a polícia considera um comportamento frio e emocionalmente distante.
Testemunhas relataram uma relação tensa entre Douglas e Ana Alice, marcada por implicâncias do padrasto em relação ao cabelo, roupas e uso de celular da menina. Apesar disso, ele mantinha um bom relacionamento com os outros irmãos da vítima.
Asfixia e Fraude Processual
A polícia acredita que Ana Alice foi asfixiada com as mãos e um travesseiro, devido a hematomas encontrados em seu pescoço. Além disso, há suspeitas de que o corpo da menina foi movido após a morte para encobrir o crime.
Ana Alice faleceu em novembro de 2025, após ser levada ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde médicos encontraram indícios de abuso sexual. A polícia, que inicialmente tratou o caso como suicídio, mudou a linha de investigação após a descoberta de lesões genitais e hematomas no pescoço da menina. Douglas, que forneceu amostras de sangue para comparação, permanece detido enquanto a polícia aguarda a decisão sobre sua prisão preventiva.
