Um estudo de longo prazo, conduzido por pesquisadores associados à Universidade de Harvard, revelou que o consumo regular de vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor e repolho, está associado a uma redução no risco de câncer de mama, especialmente em tumores mais agressivos. A pesquisa acompanhou mais de 160 mil mulheres ao longo de décadas e destacou o impacto positivo desses vegetais em tumores hormônio-negativos, que são mais difíceis de tratar.
Os vegetais crucíferos, pertencentes à família das Brassicáceas, são conhecidos por suas flores em forma de cruz. Além de serem ricos em fibras, vitaminas e minerais, eles contêm compostos bioativos, como glucosinolatos, que têm sido estudados por seus potenciais efeitos anticancerígenos. Esses compostos atuam em várias frentes para prevenir o desenvolvimento do câncer.
Os compostos presentes nos crucíferos ajudam a neutralizar toxinas antes que causem danos, bloqueiam a transformação de substâncias inofensivas em carcinógenos e religam genes de proteção que o câncer tenta desativar. Além disso, eles promovem a apoptose, ou morte celular programada, em células doentes e reduzem a inflamação crônica, dificultando o crescimento de tumores.
Os dados apresentados no principal congresso mundial sobre câncer de mama, realizado em San Antonio, mostraram que o consumo diário de vegetais crucíferos oferece um efeito protetor mais consistente. O oncologista Stephen Stefani destacou que os estudos são robustos, com uma clara diferença estatística, reforçando a importância de um consumo regular e prolongado desses alimentos.
Além de potencialmente reduzir o risco de câncer de mama, os vegetais crucíferos também contribuem para a saúde intestinal, controle da inflamação, saúde cardiovascular e aumento da saciedade. Incorporar esses vegetais na dieta é uma escolha acessível e benéfica para a saúde geral.

